Murillo Francisco Cason
by on 17 December, 2020
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A manjedoura é um dos símbolos mais especiais, com lições inesgotáveis, pois Jesus iniciava ali um novo ciclo na Terra.
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Ele, nosso Governador Espiritual e Divino Escultor foi a mente que cocriou e sustenta o orbe. O seu amor foi o Verbo da criação do princípio. O que a ciência do mundo chamou de “natureza”, em verdade, foram suas mãos augustas e sábias na intimidade das energias que vitalizaram a Terra. [1].

Quis Ele experimentar a sua própria obra nascendo entre nós naquela noite sem igual, mas não em algum palácio, com as opulências dos reinados transitórios do mundo.
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Jesus escolheu que seu nascimento fosse em meio à simplicidade, num quadro vivo de representação de todos os estágios pelos quais o ser espiritual experimenta: mineral, vegetal, animal, humanidade e angelitude [2].
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A presença dos animais, não como mero expectadores do evento memorável, foi exaustivamente destacada pelos benfeitores espirituais, convidando-nos a uma reflexão:
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“Não fosse pelo acolhimento dos irmãos animais, talvez a Boa Nova tivesse seu aparecimento retardado […] Não será isso motivo para que, pelo menos no dia de Natal, os animais sejam poupados ao extermínio?” [3].
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Triste contradição: comemorar o nascimeto do Amor junto da morte de seus anfitriões.
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Emmanuel [4] também recomendou que é preciso diminuir quanto possível a matança dos animais na celebração do Natal, pois eles são nossos companheiros e foi junto deles que o Mestre encontrou o seu primeiro lar.
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Que possamos tratar os anfitriões da Boa Nova conforme Deus nos solicita, elevando nossos esforços a Jesus para cultivar um Natal de Vida para todos os seres 


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E quem sabe assim, gradativamente, estendamos o Natal de Jesus a todos os dias da nossa existência:
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“Que o mundo Te receba as bênçãos naturais,
Doando mais amor aos animais,
[…]
Que o Teu Natal se estenda ao mundo inteiro
E que, pensando em Teu amor,
De cada amanhecer
Que todos resolvamos a fazer
Um dia novo de Natal…” [5].
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Referências:
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[1] XAVIER, F. C.; EMMANUEL (Espírito). A caminho da luz. Capítulo “Gênese planetária”.
[2] XAVIER, F. C.; VIEIRA, W.; ANDRÉ LUIZ (Espírito). Mecanismos da mediunidade. Capítulo “Jesus e mediunidade”.
[3] XAVIER, F. C.; Espíritos diversos. Antologia mediúnica do natal. Capítulo “Os animais ante o natal” (por Humberto de Campos).
[4] ___Capítulo “Pensamentos do natal” (por Emmanuel).
[5] XAVIER, F. C.; MARIA DOLORES (Espírito). Dádivas de amor. Capítulo “Tempo de natal”

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