Murillo Francisco Cason
by on 5 August, 2020
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Por Breno Arantes, membro do MOVE.

“A ética da generosidade centraliza suas atenções na lei natural ou de amor, que respeita a vida em todos os seus estágios e ampara todos os seres sencientes, facultando-lhes a expansão.” [1]

No Espiritismo é bem verdade que não recitamos ou entoamos mantras como o fazem, lindamente, nossos irmãos das tradições espirituais do Oriente. Porém, se um houvesse que fosse repetido à exaustão por nós seguidores da doutrina, seria: “Fora da Caridade não há salvação. Não há salvação fora da caridade.”

Vejamos o que o apóstolo Paulo nos disse no Evangelho Segundo o Espiritismo a respeito:

“Meus filhos, na máxima: Fora da caridade não há salvação, estão encerrados os destinos dos homens, na Terra e no céu; na Terra, porque à sombra desse estandarte eles viverão em paz; no céu, porque os que a houverem praticado acharão graças diante do Senhor. Essa divisa é o facho celeste, a luminosa coluna que guia o homem no deserto da vida, encaminhando-o para a Terra da Promissão. Ela brilha no céu, como auréola santa, na fronte dos eleitos, e, na Terra, se acha gravada no coração daqueles a quem Jesus dirá: Passai à direita, benditos de meu Pai. Reconhecê-los-eis pelo perfume de caridade que espalham em torno de si. Nada exprime com mais exatidão o pensamento de Jesus, nada resume tão bem os deveres do homem, como essa máxima de ordem divina.” [2]

Podemos desta maneira falar de uma ética da caridade ou, para utilizar a expressão cunhada por Joanna de Ângelis, ética da generosidade, a qual deverá então ser perseguida e internalizada por todo aquele que almeja o Reino de Deus.

Esta ética, também seguindo o valioso ensinamento da benfeitora Joanna, está fundamentada na lei natural ou de amor; Lei máxima de nosso Pai, que, pura Fonte do Amor, resplandece em nós quanto mais sintonizados com o amor manifestado estivermos.

Quando, portanto, praticamos a ética da generosidade e servimos de instrumento para canalizar o Amor do Pai por toda Sua Criação, agimos da maneira mais ética que Ele poderia esperar de nós.

Isto se coaduna com outra belíssima passagem dos ensinamentos de Joanna:

“Se desejas, todavia, compreender melhor a necessidade de amar a Deus, acompanha o desabrochar de uma rosa, devolvendo perfume à vida o que extrai do solo em húmus e adubo… Fita uma criança, detém-te num ancião… Ama, portanto, pelo caminho quanto possas, plantas, animais, homens, e te descobrirás, por fim, superiormente amando a Deus.” [3]

Continue a leitura em nosso site: https://eticaanimalespirita.org/2020/07/31/etica-da-generosidade/

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