REDEPAX
by on 19 October, 2020
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Um projeto que visa promover o aproveitamento eficiente de terrenos municipais para fins culturais, educacionais e económico-sociais bem como proporcionar espaços de ocupação de tempos livres, reforçar o apoio às famílias através da diversificação das fontes de subsistência. Esse é o projeto Hortas Urbanas das Caldas da Rainha, região oeste de Portugal. Criado desde 2016, a iniciativa faz parte do orçamento participativo, onde a cidade define um montante anual para ser gasto e os contribuintes escolhem como gerir este recurso. No início, o promotor Carlos Fernandes que deu o primeiro passo e atualmente tem sido articulado por vários moradores da cidade.

"A comissão atualmente conta com três pessoas eleitas em assembléia geral das hortas e mais a Câmara que faz a gestão dos recursos financeiros da horta. O valor mensal das hortas é de dez euros por mês e também temos algumas pessoas que podem utilizar de maneira gratuita se precisam", explica Tereza Serrenho, presidente da associação MVC - Movimento Vivere o Concelho das Caldas da Rainha.

Tereza explica também que o projeto incentiva à adopção de hábitos de alimentação saudáveis, o uso de práticas hortícolas tradicionais e o modo de produção sustentável, bem como potenciar o recurso à compostagem, sensibilizando para a necessidade da redução de resíduos. Os produtos cultivados destinam-se, preferencialmente, ao consumo ou troca entre os utilizadores, como complemento ao rendimento familiar.

"A minha participação vem muito pela simpatia que tenho pelo projeto desde o início. Acho que é um projeto de muita riqueza, além de que faz bem cuidar da natureza e sinto como uma forma de contribuir é colaborarmos na organização e logística da horta". Além de moradora e participante da horta, Tereza integra a Assoicação MVC das Caldas da Rainha juntamente com Fernando Rodrigues e Maria do Carmo Leiria, outras duas pessoas que apoiam o projeto.

Neste momento as Hortas Urbanas das Caldas da Rainha contempla 80 espaços de hortas, ou seja, 80 agregados familiares. Destes, quatro são associações. Existem cerca de 14 espaços sociais, de pessoais que não pagam para utilizar as hortas e os restantes todos pagam dez euros por mês. "Atualmente temos apenas um espaço vago na horta o que nos faz perceber que este projeto realmente é um sucesso. Às vezes algumas pessoas saem e logo entram outras famílias", conta.

Também há no terreno da horta dois talhões comunitarios para produção de alimentos que necessitam ser cultivados com mais espaço, como por exemplo, batatas, abóboras e melância. Ali, os moradores compartilham o espaço e depois podem também gerir as partlhas. "Nossa comissão tem trabalhado para incentivar a partilha e distribuição igual. Todos anos também realizamos momentos de agregação por meio de encontros específicos, almoços comunitários. Normalmente conseguimos reunir cerca de 40 a 50 pessoas nesses encontros", diz.

AÇÕES FUTURAS - A comissão do projeto pretende, futuramente, implemantar mais ações para manter viva a iniciativa e contribuir cada vez mais com o envolvimento da comunidade. Entre algumas das ações previstas está a troca e armazenamento de sementes e também o fortalecimento e estímulo para a troca de alimentos entre as famílias. Recentemente também foram abertas as candidaturas para moradores interessados em fazer parte da nova comissão de gestão das Hortas para o ano de 2021. Os interessados podem escrever para o email: hortasurbanascaldasdarainha@gmail.com. "As Hortas associaram-se também a um projeto ligado ao cultivo de girassóis. Temos a sorte de termos muitos animais e muitos pássaros. Utilizamos as sementes para plantar nos espaços coletivos, que já floriram. Vamos seguir a motivar os moradores cada vez mais a dar continuidade às ações", finaliza.

Para acompanhar as iniciativas do projeto Hortas Urbanas das Caldas da Rainha você pode clicar AQUI, a página criada na Redepax.

Fernanda Borges
fernandabogrges@gmail.com

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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