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by on 30 November, 2022
Nascente (originalmente publicada no CanalN, acessível aqui: https://www.canaln.tv/cronica-nascente/)   ...
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by on 17 November, 2022
“Como são nocivos os extremos”, assim diz o Agni Yoga; talvez uma alusão e um incentivo à busca pelo equilíbrio e pela neutralidade diante dos fatos e situações da vida, em especial nesse momento turbulento que a humanidade atravessa. Como é complexo ser neutro, sem ser indiferente! Como é tão necessário, cada vez mais, cultivar a quietude e o silêncio, tentando extrair das profundezas da alma o real papel que nos cabe para contribuir com o que é evolutivo, com aquilo que está por detrás das apa...
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by on 12 November, 2022
Nada como fazer variar os passos nas direcções que nem eles sabem seguir. Talvez por isso, deduzo, daí nasça a expressão “o caminho faz-se caminhando”. Há a cada restolhar da vegetação o desconhecido animal que se esconde nas sombras que os meus olhos não iluminam. É a noite, felizmente, na pardez do passeio que orla o ribeiro alcatroado onde a pressa se apressa e o claquear das tampas de saneamento parecem o esgrimir das agulhas com que a minha mãe fazia pequenas indumentárias de lã para crianç...
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by on 30 October, 2022
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by on 23 October, 2022
Quando há alguns anos, após anúncio de cortes nas reformas, vi numa reportagem de um canal de televisão uma repórter perguntar a uma senhora, numa qualquer aldeia do interior, se não a preocupava os anunciados cortes, não esperava o verdadeiro sentimento de interioridade. A menina do microfone perguntava com insistência se não amedrontava a senhora, de negro carregado, lenço debruado a prender o cabelo, duas madeixas alvas a espreitar o dia sobre a testa, o tão aclamado corte na pensão. E a senh...
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by on 21 October, 2022
Gosto de afagar o destino. De lhe dizer, no final de cada dia, que o amanhã será o que ele tiver sonhado, apenas e só, para na recursividade do sentir, ele se soltar desta matriz, complexa, e ser o que é, destino. As tardes vão-se julgando por quanto de sonoridade convexa se expande da televisão ou do computador. ...
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by on 13 October, 2022
[crónica publicada originalmente no Correio do Porto: https://www.correiodoporto.pt/cronicas-do-nada/a-guerra] Sem muito mais companhia em mim do que a estrada a murmurar os quilómetros em jeito de balada distanciada, percorro o horizonte sem nunca o alcançar, pincelando o céu com algodão doce e nuvens disformes, senhoras do firmamento. A viagem é, por vezes, servida com um lamento. Com maior ou menor dificuldade, os corpos curvados alinham-se como na formatura, saídos da recruta, moçoilos...
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by on 30 September, 2022
A política escancara a forma como agimos no mundo. Sob as leis da ressonância, sempre temos aquilo que somos como coletivo, sendo que os que estão "acima"refletem os que estão "abaixo", numa analogia hierárquica humana. Almejamos tanto por mudanças, certos de que isso que vivemos até agora não está mais de acordo, mas permanecemos nutrindo os mesmos sentimentos de divisionismo, de raiva e intolerância que vemos refletido nestes que colocam a cara a tapa para o mundo todo julgá-los. Julgamos ...
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by on 23 September, 2022
❤ Havia uma Tigela, cheia de tinta vermelha ... ...
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by on 10 September, 2022
O PARAÍSO É AQUI, e o contrário dele também. Conforme seguimos rumo a nós mesmos, vivenciamos diferentes maneiras de enxergar a matéria. Por horas desafiadora e dolorosa, horas levemente bela e prazerosa. A suavidade ou a densidade depende do nosso próprio estado interno, que conduz o sentir de acordo com o alcance que nos propomos a ter. ...
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by on 5 September, 2022
A manhã vai cedo ainda, tal como estas linhas. Temo não me chegar diuturnidade, nem vida, para poder esculpir todas as palavras que me brotam do granítico silêncio a que me voto. Estacionado contra a mão na margem esquerda do Douro, quase consigo ouvir Egas Moniz a gritar ao catraio Afonso Henriques “não vás por aí, ainda resvalas e lá se vai a nação” e de seguida no desabafo “a criançada não tem noção”. Apenas um pai tem o condão de telefonar e, timidamente, rematar “só se puderes, eu compre...
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by on 3 September, 2022
Queimada, a minha recente crónica no Canal N. (www.canaln.tv/cronica-queimada/)   O pôr-do-sol traz de novo o bailar nocturno dos pirilampos azuis, as intermitências de um socorro enquanto a morte se encosta a um sobreiro recém despido, protegido pelo morno ar que a terra abafa quando cai a vida em trás-os-montes. Colunas de ajuda posicionam-se. A guerra combate-se com a paz. Ei-los, soldados, negros, cinzentos, alvos voluntários. A mão aflita da mãe sobre o ombro do filho ao toque da sire...
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