Pedro Elias
on 1 September, 2022
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Excerto do Capítulo VI – Aurora e Anu Tea - do livro "A Chave de Andrómeda"
Na manhã seguinte, acordaram bem cedo, tomando o pequeno almoço na cozinha. Mas foi quando Isabel saiu e olhou o lugar em volta, que os seus olhos se abriram cintilantes perante tanta beleza. Uma planície enorme perdia-se de vista num tapete que parecia bordado de verde, fundindo-se no azul do horizonte distante. E, em silêncio, caminharam pela estância.
— Sinto a energia deste lugar muito semelhante à de Mirna Jad — disse finalmente Isabel.
— É natural. Ambos os centros estão ligados pelas energias dos raios. Enquanto Aurora expressa a energia do Sexto Raio como essência, e a do Segundo Raio como complemento, Mirna Jad expressa o Segundo Raio como essência e o Sexto como complemento. Essa é uma Lei que faz com que, por exemplo, o centro de Miz Tli Tlan, que expressa a energia do Primeiro Raio, esteja ligado a Iberah que expressa a energia do Sétimo Raio. Da mesma forma que ERKS, cujo Raio Cósmico é o Terceiro, está ligado a Anu Tea que manifesta a energia do Quinto Raio.
— Não conhecia a existência do centro de Anu Tea.
— É um centro oculto nos tempos de hoje, tal como Iberah. Encontra-se no Pacífico e expressa a energia do Quinto Raio Cósmico, que é o Raio da Ciência Oculta. Pela imaturidade do homem de hoje, esse centro não se expressa diretamente, manifestando a sua energia através de outros centros, pois o conhecimento que é guardado por Anu Tea, em mãos pouco preparadas, poderia levar a um cataclismo planetário.
Isabel lembrou-se da experiência que ela realizara como cientista durante o ciclo Atlante que pôs fim àquela civilização.
— Tinha o povo Atlante acesso aos conhecimentos de Anu Tea?
— Sim e o resultado é aquele que todos conhecemos. É por isso que Anu Tea se mantém oculto, guardando tais conhecimentos para a futura humanidade, onde os mesmos não serão manipulados ou comercializados. Alguns povos, no entanto, tiveram acesso a alguns dos seus ensinamentos, como os Caldeus e os Persas e, mesmo nos tempos de hoje, alguma informação tem vindo a ser passada, de forma muito gradual, a alguns cientistas menos fundamentalistas, de modo a permitir o aceleramento do actual momento de transição. Os centros de Anu Tea, ERKS e Iberah, manifestam a polaridade masculina do planeta e guardam os grandes mistérios que sempre inspiraram as mais variadas Ordens Esotéricas, embora poucas tenham sido aquelas que realmente compreenderam o significado profundo desses mesmos ensinamentos, usando-os, muitas vezes, como instrumento de poder.
— E o que me podes dizer sobre o centro de Aurora?
— O centro de Aurora tem como objetivo auxiliar a humanidade na sua integração com o Novo Mundo, trabalhando diretamente com o corpo emocional das pessoas que é aquele que está mais corrompido. O seu trabalho procura, por isso mesmo, transmutar desse corpo as forças que ali estão alojadas, pois o corpo emocional é como um espelho para a Alma, e apenas se estiver limpo poderá reflectir para nós a energia do Plano Intuitivo.
Momentos depois, chegaram junto de uma gruta artificial, feita de pedra, que tinha sido construída num dos extremos da estância e cuja forma fazia lembrar uma pequena capela. Um portão de grades brancas impedia que se tivesse acesso ao seu interior, onde se encontrava uma Estátua. Na entrada, uma placa dizia: «Roga, Espera, Não te Inquietes. A Inquietude de nada Serve».
— Este lugar foi criado em homenagem a Padre Pio de Pietrelcina que hoje é um ser de Aurora, pois é lá que se encontram os grandes curadores desta humanidade. No futuro ciclo, será um lugar de onde brotarão fontes de águas medicinais.
Isabel sentou-se na entrada da gruta, sintonizando com aquela mesma Paz que sentira no topo da Serra do Roncador. A sua forma de orar era a do Silêncio como fio condutor que a levava directamente à Alma. À sua volta sentia o corpo ser trabalhado por seres que ali se encontravam sem que ela os pudesse ver. A energia fluía intensamente, de tal forma que por breves momentos era como se ouvisse o som de cada átomo numa vibração que se tornava crescente. Naquele estado em que se encontrava, tudo era uma só Vida, uma só Vontade, uma unidade perfeita onde o Todo se diluía na continuidade infinita de cada uma das suas partes. E foi então que ela ouviu interiormente uma voz... era Padre Pio que lhe falava...
«Estes são tempos difíceis, mas de muitas alegrias. Busquem o contacto com as vossas Almas. Esse Silêncio é hoje, como sempre foi, o vosso único porto de abrigo. Ali reside a Verdade. As forças involutivas continuam a agir, como já o faziam no meu tempo terrestre, embora hoje, travestidas em veste de cordeiro, como já dizia o Grande Mestre, tiram do caminho mesmo aqueles que já estão despertos. Usam-me para os seus fins pouco evolutivos, atribuem-me nomes que não me correspondem, colocam-me em posições hierárquicas que não ocupo, e, com isso, vão-vos distraindo do que realmente é essencial. Regressem ao silêncio das vossas Almas, e ali permitam que o Som do Espírito dilua todos esses ruídos. De que mais necessitam? Que vazio é esse que vos faz ir como cordeiros ao comando dos cajados da velha terra, mesmo que reluzindo em ouro? Que medo é esse que vos impede de assumir o vosso caminho solitário, levando-vos ao encontro de grupos que escravizam o vosso Ser? Sejam livres como os pássaros que, na sua simplicidade e na beleza do seu canto, trazem o reino do Céu para a Terra. Não se apeguem a nenhuma forma ou estrutura, corrente filosófica ou doutrinária e Sejam puros e simples. Só assim, o Reino dos Céus despertará em vossos Corações.»
O livro "A Chave de Andrómeda" de Pedro Elias foi editado em 2011.
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